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VOCÊ OU O TABLET : COM QUEM SEU FILHO TEM PASSADO MAIS TEMPO

Você ou o tablet: com quem seu filho tem passado mais tempo?

Você ou o tablet: com quem seu filho tem passado mais tempo?

 Por Nívea Salgado 
@Mildicasdemae 

Antes de se culpar respondendo que é com o tablet, aprofunde-se na análise!

Minha infância foi na década de 80. Há 30 anos, as famílias eram mais numerosas: quase todos os meus coleguinhas de escola tinham irmãos.

Não peguei a época das brincadeiras na rua, como a geração dos meus pais (São Paulo já não era considerada segura para isso – imaginem então nos dias de hoje), mas nos reuníamos todos os fins de semana na casa das avós para passar o dia com os primos.
Vivíamos em um mundo de crianças – papo de adulto era sério, em outro cômodo da casa, ao qual não tínhamos acesso.
Os pais chegavam mais cedo do trabalho (tinham outro tipo de cobrança – ninguém esperava que trabalhassem 12, 14 horas por dia, como em muitos empregos atuais; e não gastavam mais de 1 hora no trajeto, como é o habitual para quem mora em uma cidade grande).
Mas isso não significa que sentassem no chão para brincar com os filhos. Era muito mais uma supervisão e uma intervenção nos momentos de brigas entre os pequenos.
Hoje nossa realidade é outra. Muitas famílias optam pelo filho único – porque a mãe não quer ficar muito tempo fora do mercado de trabalho, porque se deseja dar a essa criança as (tidas como) melhores condições de educação (o que custa caro – e, portanto, limita o número de filhos a um) ou simplesmente porque não deu tempo: quando o casal começou a pensar no segundo filho, as chances de engravidar, pelo ritmo biológico natural da mulher, já não eram grandes.
Se o número de filhos por família diminui, também os encontros familiares ficaram mais raros. Com a variedade de programas disponíveis (restaurantes, cinemas) e o maior acesso da população a viagens, os almoços dominicais deixaram de fazer parte da agenda.
Ficamos mais reclusos ao nosso pequeno núcleo familiar – pai, mãe, filho(s) – em que as crianças convivem menos com outras da mesma idade.
O grande problema é que nós, pais, continuamos em um ritmo intenso. Espera-se que você trabalhe muito, faça uma atualização profissional fora do horário do emprego, faça um exercício físico, só para citar alguns exemplos. 
Sentimos que precisamos estar presentes na rotina do filho, nos esforçamos para isso, mas (cá entre nós) não conseguimos brincar de casinha ou de carrinho mais do que 2 horas por dia.
Realmente não acredito que tenhamos ficado mais egoístas do que nossos pais e que passemos menos tempo com nossos filhos do que eles passavam conosco. A diferença é que hoje nossa ausência é mais sentida, uma vez que somos, muitas vezes, a única companhia da criança.
A solução natural que nossa geração de pais encontrou para resolver essa questão foi a tecnologia. O que fazemos quando nossos filhos querem brincar e temos que arrumar a casa? Ligamos a televisão. E quando precisamos terminar uma tarefa do trabalho ou fazer uma ligação importante? Damos um tablet para que eles se distraiam. 
Assim, o tempo livre de nossos filhos acaba sendo dividido entre aquele que é passado realmente conosco e na frente das telas – atividade que não exige interação com outra pessoa. Se você tem um filho único, vai entender perfeitamente o que estou dizendo.
Antes de colocar o dedo no nariz de alguém e dizer: “Você não tem vergonha de ocupar o tempo do seu filho assim?”, eu olho para meu próprio umbigo.
Porque, em minha casa, enfrento exatamente o mesmo problema! É fácil falar quando se tem uma família numerosa, em que as crianças se entretêm sozinhas; ou quando os primos moram na casa ao lado; ou quando você tem uma babá para brincar com o bebê, enquanto resolve as pendências do dia.
Mas então qual é a solução para isso? Aceitar que seu filho pode passar mais tempo com o tablet do que com você? Que ele saiba de cor a programação do canal infantil? Quero acreditar que haja outra saída!
Uma alternativa que passa pela flexibilização dos horários de trabalho, para que possamos estar mais presentes; na qual aceitemos sair de nossos casulos para conviver com outros pais e seus filhos (sejam eles da família, do condomínio ou do parque da cidade). E utilizando a tecnologia não como entretenimento barato e sem propósito, mas triando o que é visto para que tenha um caráter educativo.
(Foto: flickingerbrad/Creative Commons)

Fonte:http://disneybabble.uol.com.br/br/rede-babble/comportamento/voc%C3%AA-ou-o-tablet-com-quem-seu-filho-tem-passado-mais-tempo

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