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PULSANTE INDIFERENÇA DO SER:UM RETRATO DA ANGÚSTIA DO JOVEM NO MUNDO ATUAL



Pulsante Indiferença do Ser
São 6:33 da manhã e meu cérebro funciona mais do que nunca, acho que isso reflete muito o que nós somos agora, não guardamos os temores e buscas por amor, ou apreciamos as loucuras das paixões, só queremos e somos a futilidade do estar. Opa outra filheirinha, vai um doce? Suave. Estou pulsando tédio e desapego, não lido e não gero mais laços profundos e não tenho numa identificação com os meus old folks , só um rímel borrado, um nariz sujo e um pensamento que flui 15 mil vezes mais rápido que de todos vocês, sou um gênio. Tem esses caras que morreram com 27, eles eram tão profundos e sentiam mil coisas, mil magoas e não suportaram toda dor mundo, eu só não ligo, talvez eu morra aos vinteesete, mas com certeza vai ser por tédio. Talvez esmagada nas ferrugens de um carro que a mil por hora estava, só pra me fazer sentir, não sinto nada, sou blindado. Dizem que com vinteeum nós nos sentimos bulletproof, te digo uma coisa, eu não me sinto assim, eu sou, infelizmente. Passo horas perambulando madrugada fora esperando uma facada ou uma caceta, esperando por algo que me tire deste estado infame, mesmo que eu sai nas páginas policias, que nojo pareci um velho falando. Outro dia cheguei muito doida, louca do cu e minha mãe me disse, você vai morrer, eu respondi , acorda vadia, nós já estamos morrendo. Se não fosse tão clichê cortava os pulsos, mas morrer assim seria tedioso e eu nem conheço a porra do francês, referência clara a Camila de nome próprio(veja esse filme). Na gringa eu só poderia beber legalmente agora, nossa ainda bem que eu tô no Brasil. Então você quer me comer? Não, então foda-se. Eu sou genial, não me canso de lembrar disso, principalmente quando me defronto com a sua existência, essa é o marco da minha geração, viver ao máximo pra morrer jovem e linda, afinal nada mais importa.

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