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A ADOLESCÊNCIA E O DESPERTAR DA SEXUALIDADE

Eu e o Sexo:

         Tanto os pais como os professores encorajam para que eles tenham boas notas, aconselham a escolher cuidadosamente a sua área de estudo, pensar na média para fazer o curso; noutras palavras que construam um projecto de vida académico e profissional, mas esquecem-se daquilo que, hoje em dia, dá mais problemas: A Sexualidade. Esta fica num vácuo. Por vezes parece que as únicas alternativas oferecidas aos adolescentes, neste campo, são: a entrega para a mão de um preservativo, ou de uma embalagem de pílulas contraceptivas, com a mensagem (inconsciente) de: “Faz o que quiseres! Mas não me apareças em casa grávida ou doente!”, ou de não falar em nada relacionado com a sexualidade, com medo de lhes dar ideias.

            Nesta idade os rapazes interessam-se pelo que está a acontecer com o seu corpo. Gostam de saber que a sua coordenação física, consequência do surto do crescimento que sofrem, é temporária e que vão voltar a ser uns azes no seu desporto favorito; que o tamanho do pénis não é importante; que as erecções involuntárias são normais e as emissões nocturnas também; que a paixão pela modelo do momento é mais do que natural, pois é mais fácil sonhar com uma mulher à distância, a quem não é preciso dar explicações ou satisfações.

            Tanto eles como elas, nesta idade, fazem uma distinção entre o objecto da paixão e o grande amigo/a do sexo oposto.
            Os adolescentes mais velhos (dos 16 aos 18 anos), interessam-se mais pela construção da relação, problemas éticos e morais ligados à sexualidade, pelo planeamento familiar, pela gravidez e a transmissão de doenças. É a idade dos grupos mistos e os namoros mais sérios. Os rapazes ainda focam muito a importância do aspecto físico da rapariga, mas elas já começam a olhar para além isso.

            É importante que lhes seja oferecido, não imposto, um quadro de valores e referências, e que sejam ajudadas a reflectir sobre eles. São livres de os aceitar ou rejeitar, mas pelo menos não andam à deriva. Devem ser ajudados a desenvolver uma visão crítica em relação a si próprios e aos outros.


A Adolescência é o período de transição entre a infância e a idade adulta, aproximadamente, entre os doze e os vinte anos.
Neste período, os adolescentes, têm os sentimentos, como se costuma dizer; à flor da pele é agora que se faz a divisão dos amigos, namoros, família, e que se começa a formar uma opinião própria, e também se começa a defendê-la.


Transformações da Mente e do Corpo

A Adolescência
, período de vida compreendido entre 10 e 20 anos, é uma fase bastante conturbada. Ocorrem transformações físicas e emocionais importantes, preparando a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par, já com a possibilidade de gerar filhos.
A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Ocorre a 1ª menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pêlos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, entre outros.
Mas nem sempre esta fase vem acompanhada das transformações emocionais e sociais que são o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo, a adolescência pode chegar mais tarde, independente da criança estar já bem desenvolvida fisicamente. É o caso dos países ocidentais, como os Estados Unidos e a Inglaterra ou França. O processo de educação continuada e a grande soma de informações, por exemplo, acabam por retardar a necessidade, por parte dos jovens, da busca de uma vida separada de seus pais. Muitos ainda moram com a família depois dos 20 anos. Já em sociedades mais simples, como em algumas regiões do Brasil, da África ou da Ásia, a necessidade de força braçal, desde muito cedo, antecipa a entrada da criança na adolescência e nas responsabilidades que lhe são devidas.

O Adolescente e a sua Sexualidade

A jovem adolescente amadurece em média

 dois anos antes do rapaz. Busca fortificar sua feminilidade, prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua 1a relação sexual, o que ocorre de forma gradativa. Vai experimentando seus limites progressivamente. Os rapazes buscam encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Em nosso meio, há uma tendência do jovem em experimentar sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação sexual propriamente dita. O termo que se usa atualmente é "ficar".
A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em bandos, mas também aos pares.
A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo.


A sexualidade acompanha-nos desde a infância e sofre modificações ao longo de toda a nossa vida. Durante a adolescência a sexualidade modifica-se, apresentando características que são únicas e diferentes de todas as outras fases da vida. Na adolescência surge o primeiro amor, intensifica-se o conhecimento do próprio corpo e do corpo do outro e multiplicam-se novas experiências vividas com extrema intensidade. Apesar de estar relacionada com fatores muito positivos para o desenvolvimento psicológico do adolescente, a sexualidade na adolescência não está livre de perigos.

Hoje em dia os adolescentes obtêm facilmente informação sobre os mais diversos assuntos. Ao contrário do tabu que existia há algumas décadas atrás à volta de temas como a sexualidade, atualmente não é difícil encontrar formas de obter conhecimentos sobre esta temática, nomeadamente sobre os riscos que acarretam o sexo não protegido. O facto de terem atualmente muita facilidade em obter informação não garante que as suas escolhas sejam as mais adequadas. Muitos adolescentes iniciam a vida sexual demasiado cedo, não utilizam o preservativo, contraem IST e engravidam.


A idade cada vez mais precoce das primeiras experiências sexuais, associada à idade cada vez mais tardia do primeiro relacionamento longo e estável alargou o período de relações sexuais instáveis e aumentou a proliferação de IST (Infeções Sexualmente Transmissíveis). As IST podem ser bacterianas (gonorreia ou clamídia) ou virais (herpes genital ou VIH/SIDA) e são cada vez mais diversificadas e graves, constituindo uma ameaça não só à fertilidade como também à própria vida. Os adolescentes são um alvo preferencial, dada a sua vulnerabilidade biológica e psíquica. Do ponto de vista biológico destaca-se a fragilidade do epitélio do colo do útero, que o torna mais permeável a infeções, comparado com um útero mais maduro. A vulnerabilidade psíquica traduz-se na procura da identidade sexual própria desta faixa etária, com tendência para a experimentação e multiplicidade de parceiros.

A gravidez na adolescência permanece uma realidade difícil de combater, que implica muitas vezes consequências negativas para a mãe e para o bebé. Para uma adolescente, uma gravidez indesejada pode significar a interrupção de muitos projetos. Para a criança está habitualmente reservado um ambiente pouco estimulante, possíveis condições de saúde deficitárias, problemas de comportamento e probabilidade de ser também no futuro uma mãe adolescente.

A aprendizagem sobre a escolha de uma sexualidade saudável requer uma intervenção urgente e eficaz. A educação sexual pode contribuir para ajudar os adolescentes a tomarem decisões mais adequadas. Alguns estudos demonstram que a educação sexual e o aconselhamento sobre a sexualidade estão associados a uma maior utilização de contracetivos e preservativos, menor número de parceiros, início mais tardio da vida sexual, menor probabilidade de gravidez precoce, maior conhecimento sobre fertilidade e prevenção de IST.


A adolescência é uma fase complexa, que implica na maior parte dos casos novas experiências e novos riscos. A gravidez na adolescência e o IST são problemas graves a combater e a adolescência é uma faixa etária privilegiada para a implementação de programas de promoção da saúde que englobem estas áreas. A promoção da saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes é um importante contributo para a sua formação pessoal e social e a sensibilização para a importância da educação sexual como meio de promoção da saúde deve dar origem a modelos de intervenção para as escolas e centros de saúde, permitindo que se consiga promover a saúde dos adolescentes.


O uso do preservativo

O uso de preservativos torna-se cada vez mais necessário, sobretudo com a disseminação de HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). É preciso facilitar o acesso aos preservativos, baixar seus custos, promovê-los mais e ajudar a superar os obstáculos sociais e pessoais ao seu uso, se quisermos reduzir as enormes consequências e custos das ISTs e da gravidez indesejada.
Toda pessoa sexualmente ativa deve sempre usar preservativos, a não ser que tenha uma relação mutuamente monogâmico. Estima-se que 24 biliões de preservativos deveriam ser usados a cada ano, mas o uso real é muito menor, de apenas 6 a 9 biliões.
Para evitar a AIDS, mais e mais pessoas solteiras estão mudando seu comportamento sexual. Alguns passaram a evitar o sexo completamente, enquanto outros adotaram o uso de preservativos. Nos países pesquisados, de 5 a 33% dos homens que nunca se casaram disseram que começaram a usar preservativos para evitar a AIDS. Mas muitos outros não adotaram um comportamento sexual mais seguro. Verificou-se que o índice de uso de preservativos é menor entre casados do que entre solteiros sexualmente ativos, mas muitos casais também deveriam usar preservativos, como forma de planeamento familiar e para se protegerem contra as ISTs.

 
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A jovem adolescente amadurece em média dois anos antes do rapaz. Busca fortificar sua feminilidade, prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua primeira relação sexual, o que ocorre de forma gradativa. Vai experimentando seus limites progressivamente. Os rapazes buscam encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Em nosso meio, há uma tendência do jovem em experimentar sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação sexual propriamente dita. O termo que se usa atualmente é "ficar".
A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em bandos, mas também aos pares.
A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo.
Os jovens podem apresentar algum tipo de atividade homossexual nessa fase, como exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo (comparação do tamanho do pênis, por exemplo), atividades estas consideradas absolutamente normais. A fortificação dessas condutas, com o abuso sexual por parte de um adulto de mesmo sexo ou com alta ansiedade perante o sexo oposto, pode desenvolver uma orientação homossexual definitiva nos jovens.
Em tempos da super informação, com a internet, a globalização, a pouca censura nos meios de comunicação de massa, há um apelo sexual freqüente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes falam como adultos, querem se portar como tal e ter os privilégios da maturidade. No entanto, falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o significado real de um envolvimento sexual. A gravidez de risco na adolescência, infelizmente, é um dos resultados desastrosos desta situação atual. A pouca informação qualificada e o precário respeito dos adultos perante as necessidades dos jovens são os verdadeiros responsáveis pelo falso e ilusório desenvolvimento do adolescente de hoje.

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